terça-feira, 14 de abril de 2009

COMO PRATICAR O AMOR FRATERNAL - FILIPENSES 2.1-11


INTRODUÇÃO:
É importante sabermos que o tema central dessa carta é a alegria predominante na vida do cristão. Não obstante Paulo estar preso, não hesitou em exortar de forma amável e exemplar aos crentes da igreja em Filipos a buscarem a prática da humildade tendo como base o amor fraternal, visto que a nossa humildade é um reflexo do amor que temos para com o próximo.
Mesmo sendo uma igreja que dava a Paulo boas recordações pela contribuição no progresso do evangelho (1.3-5), necessitava ainda não só buscar o amor e a humildade, mas praticá-los na vida cotidiana, pois tal viver resultaria em bênçãos comparadas ao que aconteceu com Cristo na sua humilhação por amor à humanidade.
Nesta passagem encontramos alguns princípios básicos da fé, que nos faz entender a importância de vivermos em comunhão com os santos e praticarmos a humildade para com o nosso Deus, para que por meio desse “modus vivend” cristão possamos alcançar as bênçãos decorrentes de um viver digno do evangelho (1.27).
Com base nos primeiros onze versículos do capítulo três desta epístola, aprendamos um pouco com as lições de Paulo aos Filipenses e de acordo com estes princípios básicos saibamos COMO PRATICAR O AMOR FRATERNAL.


1. VIVENDO EM COMUNHÃO – vv.1-4
Das condições aplicadas por Paulo para se praticar continuamente o amor fraternal estar a comunhão do Espírito, observe o versículo um; “se há, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos de misericórdia”.
Sabendo que é o Espírito Santo que gera em nós a conversão, é óbvio que vivamos uma vida de acordo com a sua direção, pois se ele habita em nós certamente sua comunhão vai gera entranhados afetos de misericórdia para com os irmãos. A questão do amor fraternal é principio básico e conhecido de todos os cristãos, porque na verdade se amamos a Deus o amor dele estar em nós, e é com este amor incondicional que vamos manter a comunhão com os demais, sem olharmos para as diferenças alheias.
Este viver em comunhão é destacado por Paulo no versículo dois; “...penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento”. Se não há essa comunhão entre os santos certamente o que vai prevalecer no corpo de Cristo não é outra coisa senão a discórdia, a acepção e o partidarismo, coisas que Paulo condena no versículo quatro; “nada façais por partidarismo ou vanglória...”. mas tudo o que formos fazer devemos considerar os outros superiores a nós no sentido de devotarmos respeito e consideração mutuas.

Amados irmãos como o corpo de Cristo devemos amar os demais membros como se fossem nós mesmo, unidos no amor de Cristo, vivendo na comunhão incessante com os santos. Pensando os mesmos bons pensamentos com os mesmos sentimentos de ternos afetos de misericórdia. Devemos abandonar a vanglória, o egoísmo e passarmos a compartilhar também as nossas necessidades e dores, para que unidos possamos buscar diante da presença de Deus a solução, e juntos nos alegrarmos com as bênçãos recebidas.

2. VIVENDO EM HUMILDADE – vv.5-8
Todos os princípios enfatizados nesta passagem concernente à prática do amor fraterno são de caráter progressivo, continuo e não instantâneo. Deve ser uma busca constante até que Cristo venha. Isso reflete o grande desafio de passarmos por cima do nosso ego e vivermos em constante humildade diante do próximo para que possamos obter o testemunho de humildade diante de Deus.
É uma tarefa difícil, mas não impossível. Paulo não deixa os Filipenses sem um rumo a seguir, sem um ícone exemplar. Ele dá o exemplo do mestre por excelência em todas as áreas da vida, e perito em lições de humildade, Jesus Cristo; “tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5).
Em outras palavras Paulo estava dizendo; “façam o mesmo que ele faria se estivesse no seu lugar, vivam como ele viveu, pense como ele pensou etc.”. Na certeza de que os nossos são resultados do que pensamos, Paulo orienta aos crentes que para viverem em humildade eles teriam que ter “o mesmo sentimento, o mesmo pensamento de Cristo Jesus”. Esse era o ponto de partida superarmos o egoísmo, a auto-suficiência, a vanglória e “vivermos em humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (v.4b).
O exemplo de Cristo enfatizado por Paulo é que ele deixou (se esvaziou) a sua glória divina para viver como homem, deixou seu trono de glória para ser servo tudo isso em obediência ao seu Pai até o mais baixo nível de humilhação, a morte de Cruz (5-8). Como resultado de tal obediência, “Deus o exaltou de tal maneira...”(v.9).

Sabemos amados que o princípio singular para ser reconhecido diante de Deus com honra e exaltação, é se humilhar a si mesmo para que possa ser exaltado. Fazemos na nossa vida coisas tão difíceis que até parecem impossíveis, mas, só parecem. Assim também é quanto à obediência a Deus, em todos os casos que Deus faz aliança com alguém lhes prometendo benção tais, tudo o que ele exige é obediência. Isso, Cristo fez, e como recompensa foi exaltado de tal maneira, que nada, nem nos céus, nem na terra e nem debaixo da terra há alguém semelhante a ele.
O mesmo Deus quer fazer com fazer, tão somente submeta-se à sua vontade, obedecendo à sua palavra até que um dia possas atingir a estatura de varão perfeito diante dele. Vivamos em humildade constante tendo o mesmo coração que teve Cristo Jesus.

CONCLUSÃO:
Amada igreja e amigos ouvintes dessa verdade, Deus é soberano, todo-poderoso e fiel às suas promessas, diante dele não somos nada. Portanto, o mínimo que podemos e devemos fazer para agradá-lo, é obedecer a sua palavra. Para adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e muitos outros, foram chamados por Deus com direito à promessas imerecidas, e para todos eles Deus requereu tão somente que obedecessem à ele, caso contrário ele seria obrigado, por sua reta justiça agir de forma contraria. Se obedecesse, todos os desígnios de Deus se cumpririam não só na vida mas em toda à descendência deles.
Amados, o mesmo Deus destes homens que acabei de mencionar, é o mesmo Deus que hoje te dar a oportunidade de ouvir a sua palavra e te dá a bússola que te guiará no caminho da obediência, praticando o amor fraternal com todos independente de suas diferenças, vivendo em comunhão com o próximo e em humildade diante de Deus e para com o próximo. Fazendo assim, o mesmo Deus que exaltou seu filho Jesus, é o mesmo Deus que te fará assentar nas regiões celestiais e te fará reinar com ele para todo o sempre. AMÉM!
Seminarista Járber SOUSA
São Paulo, 14 de Abril de 2009

O QUE LEVA ALGUÉM A SER REJEITADO POR DEUS - I SAMUEL 15.8-23


INTRODUÇÃO:
Amados irmãos em Cristo e amigos aqui presentes, a passagem que acabamos de lê conta-nos a um relado da história de um homem designado por Deus para governar o seu povo, Israel. Dentre muitos, Saul foi constituído Rei sobre seu povo e para que seu reino prosperasse e ele triunfasse em todas as batalhas era-lhe necessário cumprir com alguns desígnios estabelecidos por Deus.

A não observância das Leis de Deus poderia resultar num trágico declínio do reino como conseqüência da ignorância em relação às ordens divinas. Neste caso do capitulo 15 de I Samuel não é diferente, o Senhor de Israel usa seu servo profeta Samuel para se dirigir a Saul e dar-lhes algumas ordenanças para que este fosse à guerra contra os amalequitas pois Deus os entregara em suas mãos.
Podemos observar de imediato que, antes das ordens, o Senhor por meio de Samuel lembra-o que ele fora ungido rei em Israel com a permissão divina e para que ele fosse bem sucedido sobre Amaleque, uma coisa era necessária, não somente os fortes homens experientes na guerra, não somente as fortes guarnições de Israel com seus armamentos e o simples fato de Deus estar com eles que os faria vencer os amalequitas com tamanha facilidade.
Para que isso se tornasse uma realidade mais uma prova de que Deus peleja por seu povo, era necessária apenas uma única coisa; “atentar para as Suas palavras...” v.2.
Agindo assim, Saul e todo o povo de Israel sairiam vencedores contra Amaleque e glorificaria a Deus com mais uma vitória, porém, Saul cometeu alguns erros, e graves que mudaram completamente os planos de Deus a seu respeito, erros que o fizeram ser rejeitado por Deus em vez de continuar sendo usado para conduzir a nação judaica com equidade.
Todos nós temos desafios a serem enfrentados, lutas e guerras a serem vencidas, estamos certos de que Deus é quem nos chamou e nos escolheu e certamente peleja por nós, porém, para que possamos vencer as dificuldades da vida, necessário se faz aprendermos um pouco com os erros de Saul, para que não caiamos no mesmo desprezo e rejeição que ele sofreu de Deus.
E nesta oportunidade quero eu meditar contigo sobre as conseqüências que podemos sofrer quando fazemos o que nos é determinado por Deus, com a graça de Deus quero refletir um pouco contigo sobre O QUE LEVA ALGUÉM A SER REJEITADO POR DEUS...
1. A DESOBEDIÊNCIA – v.8,9
“Tomou vivo...pouparam a Agague...e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos...e o melhor que havia não os quiseram destruir totalmente”.
Saul tinha em mãos as oportunidades e as vantagens suficientes para executar o que Deus lhe determinara, infelizmente ao lermos estes versículos percebemos que ele desobedeceu em tudo à palavra do Senhor, pois vemos no versículo dois a exatidão e a clareza da ordem de Deus, ‘vai e destrói completamente. Esse completamente era sem restrição de pessoas ou animais, tanto crianças de colo como velhos, tanto animais bonitos ou mal tratados.
Não importava o prejuízo nem tampouco o a quantidade de sanguie que haveria de ser derramado, Saul como rei, mesmo que o povo fosse movido por um sentimento de pena, ele Saul tinha total autonomia e controle sobre seu povo, seus súditos deveriam a qualquer custo serem leais a ele.
Saul tentou ainda justificar sua atitude uma vez que tinha sob seu domínio o rei Agague e todos os amalequitas mortos pélas mãos de Israel, porém não o que questionar, o Senhor ao dar sua ordem não hesitou em incluir todos, exatamente todos no seu plano de vingança devido ao fato de terem feito o mal a Israel. Não era o bastante prender o seu maioral e tomar posse4 de seus bens, o texto nos deixa claro que o importante é obedecer (v.22) custe o que custar, doa em quem doer, se Deus manda é responsabilidade nossa, como frágeis e limitados seres humanos que somos, obedecer a sua palavra na sua totalidade e não de forma parcial.
Amados é dever nosso obedecer a voz do Senhor, não importam as circunstancias do momento, não importa se o que deves fazer vai te fazer abrir mão do que te agrada e satisfaz a tua alma, não importa se a tua fidelidade a Deus vai custar momentos extremamente difíceis e aparentemente impossíveis de serem superados. Deus é contigo e ele se responsabiliza pelo que ele faz.
Talvez tu não queiras se submeter a vontade do senhor por que te fará perder algum prestígio ou posição social. Não caia no mesmo erro de Saul, que não obedeceu ao Senhor porque era movido pelos bens da terra, perceba que eles preservaram ”o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos...e o melhor que havia”, tal atitude custou caro a Saul, o mesmo Deus que escolhera para ser rei em Israel era o mesmo Deus que agora, por sua desobediência estava prestes a tirá-lo de sua posição real.
Deus quer te abençoar e te fazer vitorioso em ser promovido no trabalho, em ver teu lar salvo, em prosperar na vida, porém faço-te uma pergunta, estás a obedecer a Deus completamente? Não basta apenas ser dizimista e viver uma vida contrária a palavra de Deus, nem freqüentar todos os cultos e lá fora viver uma vida de iniqüidade. Deus te escolheu e te promete vitórias assim como fez a Saul, porém uma ordem te é dada, atenta para a palavra do Senhor, e se a obedeceres certam,ente o Senhor se agradará de ti e te fará prosperar na terra dos viventes.

2. A MENTIRA – v.13,20
“executei as palavras do SENHOR...dei ouvidos à voz do SENHOR e segui o caminho pelo qual o SENHOR me enviou”.

Não bastasse desobedecer a palavra de Deus, Saul ainda tentou convencer o servo de deus Samuel quando este foi ter com ele. Julgava por ter em suas mãos o rei Agague, ter executado as palavras do Senhor.

Samuel como mensageiro do Senhor sabia de como tinha sido a ordem divina, que era exterminar totalmente o que encontrasse de Amaleque, porém ao ouvir o balido dos animais trazidos pelos israelitas, pergunta a Saul o que era aquilo. Pelo que Saul tentando justificar sua desobediência joga a responsabilidade sobre o povo que pouparam os animais para oferecerem a Deus. Samuel volta falar com Deus para saber deste o que teria a dizer com relação a atitude errada de Saul. Quando volta, vem com a mesma ênfase da ordem no versículo três, e no versículo 18 lança a Saul a ordem de destruir totalmente os amalequitas sem deixar sequer um animal, e quando este lhe pergunta porque não atentou às palavras de Deus, Saul imediatamente responde tentando se safar do erro cometido, “pelo contrário dei ouvidos à voz do SENHOR e segui o caminho pelo qual o SENHOR me enviou”.

Acredito ao ler esta passagem, que Deus talvez tenha dado uma oportunidade para que Saul se arrependesse da sua desobediência e buscasse o perdão divino, porém não bastasse lançar a culpa sobre o povo de ter trazido os animais, conscientemente mente ao profeta, insistindo que executou às palavras de Deus e a ordem que ele determinara. Certamente, por ter sido escolhido pelo Deus de Israel para liderar sobre seu povo, ao se arrepender do seu erro creio piamente que Deus dos altos céus perdoaria a sua falha e lhe daria uma outra chance, caso contrário, o que teria motivado o Senhor permitir a Samuel perguntar por duas duas vezes oq eu Saul fizera, sendo um Deus onisciente sabia do que se passava, porém por ser um Deus misericordioso permitiu a Saul se desfazer de sua ganância e agir com sinceridade para com Deus.

Então, como tu tens agido para com as perguntas feitas de Deus a você, porventura não estás tentando fugir dos teus erros e cometendo outros por omitir a verdade? Deus se agrada de uma coração sincero que reconheça sua miserabilidade, ele sabe que somos limitados porém nos permite voltarmos a Ele e encontrarmos o perdão das nossas falhas. Já parastes para pensar no que te impede de progredir na vida? No que te faz não sentir a presença de Deus, e não ouvir a sua voz, em sentir-se abandonado pelo Senhor?

Acredite, estar diante de te a oportunidade de te arrependeres dos teus pecados e buscar o perdão de Deus. Caso contrário um Deus puro e santo jamais aceitará um coração manchado pelo pecado assim como o de Saul pela mentira. Assim como Samuel indagou a Saul a respeito do que estava acontecendo, Deus te questiona hoje, será se não há algo em tua vida que te impede de ver a verdadeira felicidade? Encare a verdade, obedeça a voz do Senhor, não tente justificar os teus erros pois isso só te levará a ser rejeitado por Deus. Ele quer te ajudar, te dar benção, tão somente seja sincero de Coração e aproveita a oportunidade que tens a tua frente de obter uma chance pelo perdão divino.

3. DESCONHECER A DEUS – v.15,21
“...para oferecer ao SENHOR teu Deus...para oferecer ao SENHOR, teu Deus”.

Ao lermos com mais atenção o texto em estudo, vamos perceber um terceiro e grave erro cometido por Saul que o levou a ser rejeitado por Deus. Perceba que Deus o constituiu rei de Israel (v.17), lhe dera ordens para exterminar tudo dos amalequitas pois Ele já havia determinado a destruição (v.2), dera uma oportunidade de reconhecer seu erro em desobedecer suas palavras, esperando uma atitude louvável por parte de Saul para podê-lo usar como rei do Seu povo, porém, Saul age com indiferença para com o Deus que o levou ao trono, rejeitou sua dependência dEle.

Os versículos acima expressam com precisão tal rejeição de Saul à Deus, isso é percebido pela expressão o SENHOR teu Deus, que ocorre por duas vezes nesse texto. Saul como rei em Israel, a nação santa de Deus eleita e constituída por Ele, mais do que ninguém, pela posição que ocupava deveria saber e reconhecer que todo o seu poder sobre a nação dependia inteira e exclusivamente de Deus. Em saber disso deveria usar a expressão o SENHOR nosso Deus.

Essa atitude de Saul foi o “fim da picada” e o limite estabelecido por Deus para que ele reconhecesse que errou aos olhos do Senhor, de fato Deus não poderia agir de outra forma a não ser rejeitar aquele que lhe desobedeceu e o rejeitou (v.23).

Amados, certamente já ouvistes um ditado popular que diz; “o errar é humano o problema é permanecer no erro”. Saul desobedeceu, Deus envia Sam,UEL para indagar-lhe sobre o que fizera, Saul mente uma vez, deus permite Samuel questionar um pouco mais para que ele aceitasse o fato de ter errado, o que ele faz? Rejeita ao Senhor!. Qual seria a tua atitude se tu investisses num funcionário e no futuro ele virasse as costas pra você, se criares teus filhos na boa educação dando do bom e do melhor e quando grande, desapontar-te se envolvendo no mundo? Certamente teu coração até permitiria dar uma outra ou mais chances, porém tudo tem limite.

Assim é Deus para conosco, como estamos agindo diante do que Deus nos mandara fazer? Estamos abusando de sua graça julgando ser ele um Deus amoroso e que no final vai dar tudo bem? Não! Guarde o que te falo agora; “a misericórdia de Deus é infinita, mas tem limite!”.

Assim como Deus usou Samuel para falar com Saul, nesta oportunidade te é permitido ouvir a voz de deus por meio da sua palavra, qual tua atitude? Tu precisas vencer, então mais do que nunca dependa de Deus e não vire as costas para Ele, pois sem ele nada podes fazer. Deus quer te exaltar sim, mas para isso deves tu abraçá-lo confiantemente e com sinceridade, caso contrário, não conseguirás te livrar dos teus erros nem de suas conseqüências, e infelizmente teu fim não será outro senão, ser rejeitado assim como Saul.

CONCLUSÃO:
Queridos irmãos não posso concluir esta mensagem sem te convidar a fazer um alto exame para respondas a pergunta que foi feita a Saul; porque não atentas para a voz do Senhor teu Deus? Já parou para pensar no que te faz viver assim, sem paz nem tranqüilidade? Deus quer te dar tudo isso e muito mais, porém precisas atendê-lo de forma completa e não apenas parcialmente.

Quanto a você meu amado amigo que nesta oportunidade nos visita, precisas reconhecer teus erros e não permanecê-los neles, assim como deus designou Saul a mais alta posição no reino Ele quer te elevar a posição de se tornar Filho de Deus se hoje aceitares a sua voz. Não queiras ser rejeitado assim como Saul, hoje tu ouvistes a palavra pregado, tão somente deves OBEDECÊ-LA, vivendo em SINCERIDADE por meio da VERDADE e abraçar o senhor NOSSO DEUS.

Concluo esta mensagem deixando claro à luz do próprio texto, que Deus não se agrada de sacrifícios sem total obediência, verdade e aceitação a Ele. Ele se agrada em que se obedeça a sua palavra que é o meio pelo qual chegaremos ao pleno conhecimento dele e em vez de sermos rejeitados por Ele, seremos salvos dos males e conseqüências do pecado.
Seminarista Járber SOUSA
São Paulo, 14 de Abril de 2009

ATITUDES DO CRENTE EM MEIO À PROVAÇÃO - Gênesis 22.1-14




INTRODUÇÃO:


“Depois destas coisas, pôs Deus à prova Abraão” v.1.


Abraão era já um homem maduro o suficiente para que nós como cristãos possamos tirar de sua vida, lições que nos façam superar as dificuldades da vida, vindas pela provação. De inicio, é bom lembrarmos que Abraão já tinha sido alvo das provações de Deus bem como recebido a promessa de ser feito pai de uma grande nação e, tal como Enoque e Noé, ele também andou e agradou a Deus, sendo que tais fatos não o isentavam de ser ainda provado por Deus, não obstante ser um homem experiente e conhecedor do Deus a quem servia, Abraão era homem semelhante a nós sujeito às mesmas tentações. Porém, sua fé e total dependência de Deus, fizeram-no vencer as provas pelas quais passou e obter em sua trajetória de fé uma grande intimidade com o seu SENHOR.

O texto em apreço relata um dos momentos mais difíceis da vida de Abraão, “depois destas coisas...”, i.e., depois do triste atrito que ocorreu na sua família, que o obrigou a despedir seu primeiro filho, Ismael de sua própria casa. Embora com determinação divina, tal atitude fez Abraão sentir um profundo sentimento de tristeza, “pareceu isto mui penoso a Abraão por causa de seu filho (21.11)”. Foi nesse momento que Deus, a quem Abraão bem conhecia, deu-lhe uma ordem que aos olhos humanos seria o cúmulo do absurdo, pediu o seu filho amado, Isaque em holocausto, i.e., que oferecesse Isaque em oferta inteiramente queimada.
A maior prova talvez não tenha sido o simples fato de Deus pedir-lhe seu único filho, mas o ato com que se deveria oferecer Isaque, pois que era um costume do mundo pagão nessa época, em que os povos dedicavam seus filhos ao deus Moloque, ato totalmente abominável aos olhos de Deus. Porém, visto que o assunto principal não é o pedido em si, mas o propósito de tal ordem é o que nos faz para e pensar; somos capazes de entregar a Deus aquilo que Deus requer de nós? Tendo em vista que o motivo pelo qual Deus pediu Isaque em sacrifício não foi outro se não o de provar a fé de Abraão.
Percebemos pelas atitudes desse “veterano” amigo de Deus, que não há melhor exemplo de vida em quem devemos nos espelhar para que em meios as lutas possamos agir conforme a vontade de Deus, e extrairmos da sua vida, as melhores atitudes do crente em meio à provação;

1. TOTAL SUBMISSÃO A DEUS – v.1-3;
“Eis-me aqui!...Levantou-se...e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado.”

O ato de se submeter é o mesmo que, se colocar abaixo de outro ou alguém, subjugar-se a vontade de outrem. Essa atitude é refletida na cena em que Deus chama Abraão e impõe a ordem de sacrificar Isaque, “toma Isaque...e vai-te...oferece-o...”, v.2. Como já explanamos na introdução, Abraão bem poderia que poderia questionar a Deus pelo fato de requerer algo que abominava, que era sacrifício de vidas humanas executado, realizado naturalmente pelas nações pagãs, inclusive na região do mediterrâneo, onde habitava Abraão. Poderia questionar não só pelo fato de ser algo repugnante aos olhos de Deus, mas pelo fato de ser “seu filho, o único filho, a quem ele amava”v.2.
Mas, em vez de agir dessa forma, Abraão por ser amigo de Deus e pelo fato de há anos andar com o SENHOR, sabendo que Ele era fiel para cumprir os seus desígnios como provara, fazendo-o ter um filho na velhice, Abraão não hesitou em se submeter totalmente à ordem do seu SENHOR. Os verbos que compõem o versículo três enfatizam claramente a que ponto chegou a submissão de Abraão. Acompanhada de uma tamanha disposição, que agiu de imediato em obedecer a ordem de Deus, assim como fizera com Ismael e Agar em 21.11, que depois de ouvir a voz do anjo do SENHOR ele “levantou de madrugada”.
Essa disposição de Abraão em atender ao pedido do seu Deus, é o exato reflexo de sua total submissão, sem questionar, sem murmurar, sem procurar meios paralelos para poder superar as provas advindas à sua vida. Somente por conhecer intimamente a Deus e crer piamente nEle, é que ele se submeteu à soberania do Deus Fiel. Não adianta amados colocarmos o pé na parede ou querer encarar as provações com nossas próprias forças, como crentes que somos no SENHOR, devemos tão somente, nos submeter por completo sob a vontade de Deus, crendo que Ele é quem estar no controle de todas as coisas ainda mais sendo Ele que o que estar nos provando. Ninguém mais além dEle, pode nos fazer sobressair das provas da vida.

A nossa submissão a Ele nos ajudará a termos outra atitude que nos fará vencer as provas da vida, que é termos;

2. TOTAL CONFIANÇA EM DEUS – v.5-8;
“...iremos lá...e voltaremos para junto de vós...Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro...”


Em meio às adversidades e provas da vida é a confiança em Deus é indispensável. Ainda mais sabendo que bem aventurado é o homem que confia no SENHOR, nós como crentes tementes a Deus devemos observar atentamente a plena certeza e convicção desprovida de dúvidas que teve Abraão em obedecer a ordem de Deus. Percebemos que nos preparativos para o sacrifício no versículo três, ele preparou tudo, sendo que no versículo seis ele leva somente o necessário como, a lenha, o fogo e o cutelo para executar o sacrifício de seu filho, embora este não tivesse a noção de que ele é quem seria sacrificado.

Mesmo assim, Abraão convictamente adianta a provisão de Deus aos seus servos afirmando que depois de adorarem, eles voltariam. Como poderia isso acontecer se ele, Abraão, estava prestes a sacrificar seu filho e ainda pedir que os esperassem pois iam apenas adorar e logo voltariam? Certamente não há outra resposta se não, a total confiança que ele tinha em Deus, o mesmo Deus que ao chamá-lo para uma terra distante providenciou tudo para ele no tempo certo. E de acordo com Hebreus 11.19, Abraão cria que “Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos...”

Não bastassem tantas provas da plena confiança de Abraão em Deus, percebemos ainda que quando Isaque pergunta onde estava o cordeiro para o sacrifício, ele não retardou em afirmar que Deus iria providenciar o cordeiro. Portanto amado, a confiança de Abraão no SENHOR deve ser refletida em nosso viver cotidiano, visto que a todos os momentos somos provados por Deus e tentados pelo inimigo das nossas almas. Confiar não é somente saber que Deus tem poder, mas demonstrar tal convicção sem temermos que o contrário aconteça, confiar sem nada duvidar. Assim, estaremos de acordo com a vontade do nosso Pai celestial que ao ver-nos como filhos dependentes da sua provisão, nos abençoará no tempo certo e proverá o livramento da provação a mercê de sua vontade. Porém, estando totalmente confiando nEle, jamais nos afastaremos dos seus olhos protetores, e certamente estaremos seguindo uma outra atitude que nos ajudará a superar as provações, que é;

3. TOTAL OBEDIÊNCIA A DEUS– v.9-11;
“Chegaram ao lugar...edificou um altar...dispôs a lenha, amarrou Isaque e o deitou no altar...e estendendo a mão tomou o cutelo...”

A ordem de Deus a Abraão não se limitava em apenas ir ao lugar designado, i.e., no monte Moriá. Mas, executar por completo o sacrifício e Abraão tinha plena ciência disso pelo que providenciou os preparativos de antemão. Percebemos a total submissão e confiança de Abraão em meio a um dos momentos mais intrigantes da sua vida, o que vimos no versículo três é um processo para que o ato de obedecer a Deus seja completo, pois que no final do versículo quatro, Abraão viu de longe o lugar.
Isto nos permite pensar que, Abraão até poderia desistir do objetivo de Deus, desviando para outro caminho, ou até mesmo subir no monte e lá, em vez de fazer o que Deus pediu, poderia simplesmente adorar como disse aos servos. Se pensássemos que era este o objetivo dele, ao observarmos o versículo nove certamente mudaríamos de opinião, pois aqui, ele chega “ao lugar que Deus lhe havia designado”. E de imediato edifica o altar, põe a lenha, amarra Isaque e por fim deita-o no altar, por cima da lenha. Estas ações indescritivelmente nos mostram o quanto Abraão foi obediente a Deus, e estava pronto a entregar ao SENHOR o que tinha de melhor.
Isto não quer dizer que Abraão não amava seu filho Isaque, ele simplesmente amava mais a Deus do que a seu próprio filho, pois foi Deus quem prometeu dá-lo e fazer dele uma grande nação. Certamente irmãos, quando a prova nos aperta, nós nos esquecemos de obedecer a Deus para tentarmos resolver as coisas da nossa forma. Não é assim que a Palavra de Deus nos ensina, ela diz que devemos entregar o nosso caminho ao SENHOR, “confiar nEle e o mais Ele fará” (Sl 37.5).
Aquele momento para Abraão seria a consumação de mais uma experiência com Deus, e foi, só que não da forma que ele pensava ser. Na hora certa, dos altos céus Deus impediu o sacrifício, pois já sabia que ele era temente. Embora com toda obediência a Deus, Abraão era pai, e certamente sentiria muito a falta de Isaque, muito mais do que a de Ismael, visto que Isaque ele mesmo teria sacrificado, mas logo a providencia chegou e a prova acabou, pois Deus providenciara um cordeiro para substituir Isaque e certamente, creio eu, para honrar a total obediência de Abraão.

CONCLUSÃO:
Meus amados irmãos, o que podemos extrair da vida deste notável homem de Deus é; que não é só porque somos servos de Deus há anos que estaremos isentos de sermos provados; que quando vier a prova, não é que Deus estar insatisfeito conosco, mas quer nos mostrar ainda mais para que possamos servir de exemplo para as gerações futuras, assim como Abraão foi e é para nós hoje.
E não podemos esquecer que além das provações serem uma constante nas nossas vidas, nós precisamos a cada dia ter uma experiência com Deus, para aprendermos a nos submeter totalmente a sua vontade, a termos total confiança nele, sabendo que é poderoso para nos abençoar no tempo oportuno e nos dar5 forças nas provações e a termos total obediência para com Ele, para que assim, Ele possa providenciar mediante a nossa fé, o fim de todas as lutas, adversidades e provas que nos intentam fazer para a longa jornada ao lado do nosso SENHOR.
Que estas lições possam nos fazer agir como Abraão, para vivermos na total dependência do nosso Deus em todo o tempo, ainda mais sabendo que os dias são maus e que vivemos em tempos difíceis. Vivamos uma vida de total entrega ao JEOVÁ JIRÉ, pois ele é fiel para cumprir as suas promessas e nos dar forças para agirmos de acordo com a sua vontade em meio as provações.
Que Deus nos abençoe! AMÉM!
Seminarista Járber SOUSA
São Paulo, 14 de Abril de 2009

ATITUDES QUE NOS LEVAM À SALVAÇÃO - Lucas 19.1-10


INTRODUÇÃO
Zaqueu, era um dos publicanos chefe, cobrador de impostos sobre as fazendas em Jericó, que abusara de sua condição para enriquecer. De acordo com o texto acima, não bastasse ser um homem odiado pelos judeus devido a sua profissão, Zaqueu era um homem rico e de grande posição social pela qual o evangelista Lucas o identifica como “maioral dos publicanos”. Tal termo é encontrado apenas aqui, mas claramente significa ser o chefe dos agentes locais de impostos, sendo que Jericó estava próxima a uma das rotas mais importantes de comercio e também de um famoso bosque de bálsamo.

Porém, não bastavam a ele todas as regalias e posses atribuídas a um funcionário cidadão de Roma para ser um homem feliz. Havia algo na vida de Zaqueu a ser preenchida, uma necessidade interior que nem mesmo todos os seus bens poderiam supri-la. Somente um encontro pessoal com o autor da vida, a fonte da maior riqueza que um homem pode e precisa para ser feliz, Jesus Cristo. E Zaqueu percebeu que em Jesus havia algo que ele necessitava, eis a razão de tal curiosidade que o fez desviar-se da multidão as carreiras e subir em uma pequena árvore para poder ver quem era Jesus. Tal atitude o fez ser visto, convidado e recebido por Cristo tendo o seu vazio interior totalmente preenchido pela Salvação da sua alma.
Todo ser humano, independente da sua posição social ou situação financeira, tem uma necessidade interior, espiritual a qual só pode ser preenchida com a plenitude de Cristo, a Salvação. E para a recebermos, precisamos, além de reconhecer esta necessidade e a nossa incapacidade de supri-la, tomar algumas atitudes extraídas do texto acima, que nos conduzirão à Salvação em Cristo Jesus.
E para chegarmos a salvação é preciso tomarmos a atitude de;

1. PROCURAR CONHECER À CRISTO – V.3 ; “Procurava ver quem era Jesus...”

Essa atitude é gerada de uma decisão voluntaria, individual e motivada por um intenso anseio de se ter conhecimento de algo novo, incrível e majestoso. Certamente, Zaqueu já ouvira falar de Jesus bem como dos seus feitos maravilhosos por onde passava. Estes fatos geraram em Zaqueu uma curiosidade pela pessoa do Mestre como também uma possível solução para a sua necessidade espiritual, a de Salvação. Não obstante ser um homem de alta posição, o ódio dos judeus e da multidão que seguia o Mestre, transformou-se num motivo que o seu dinheiro e status em Roma fossem visto como nada. Isto o induziu a se desfazer de sua boa conduta moral de um chefe dos publicanos para agir semelhante a um fanático qualquer em busca de respostas aos seus anseios. Desfez-se de seu estilo elegante de andar e passou a correr, deixando de lado sua luxuosa cadeira de maioral dos coletores de impostos e ousou subir num sicômoro, uma pequena árvore freqüentemente plantada ao longo das ruas, tudo com o desejo ardente de procurar saber quem era Jesus.
Tal procura o fez dar o primeiro passo para a conquista da Salvação, desfazer-se das velhas coisas, deixando para trás as riquezas, status e regalias inúteis de uma vida sem Deus, e passar a desejar ardentemente conhecer o dono do ouro e da prata, aquele que é suficiente para nos dar a maior posição existente no Universo, a de sermos feitos filhos de Deus (Jo 1.12). Procurar conhecer a Cristo, é ir em busca de um futuro eterno ao lado do Pai da eternidade, é decidir viver uma nova vida disposto a sofrer por amor de Cristo a ponto de desfazer-se de tudo quanto possui para obedecer a Palavra de Cristo. Zaqueu é o exemplo de uma vida transformada por Cristo, para aquele que procura suprir sua necessidade interior de salvação, sabendo que em nenhum outro há, a não ser em Jesus Cristo.
Portanto, tal como Zaqueu, desprenda-se de tudo quanto tem sido um impedimento na sua vida de chegar ao pleno conhecimento de Cristo, não olhe para aqueles lhe odeiam mas para aquele que lhe tem como alvo de sua graça e amor. Não fique apenas no simples desejo de conhecê-lo, mas, se apresse em correr em busca da Salvação, use todos os meios para chamar-lhe a atenção na certeza de que Ele, Jesus, vai te encontrar e te mandar descer para poder habitar no teu coração.
Então, ao ouvir a sua voz como um bom resultado de tê-lo procurado, tome a segunda atitude para receber a Salvação que Cristo tem para te oferecer, obedecendo a sua palavra.

2. OBEDECER A VOZ DE CRISTO – Vs.5,6; “disse-lhe: Zaqueu, desce depressa...Ele desceu a toda pressa...”
Tal atitude, demonstra-nos que Zaqueu estava prestes a obter a maior de todas as riquezas que ele já possuíra e preencher o maior vazio existente na sua alma que nem mesmo todas as suas regalias foram suficientes para preencher. Em obedecer à voz de Cristo, Zaqueu estava disposto a tomar qualquer decisão na sua vida, desde o abandono à dependência do dinheiro ao doar metade dos seus bens aos pobres, pois agora sabia que a plenitude de Cristo era suficiente para se viver nesta terra.
A versão revista e corrigida usa em vez de alegria, o termo com júbilo, tal atitude de Zaqueu nos leva a rever a nossa forma de receber a Cristo como o nosso Salvador e libertador, pela posição de um dos maiores dentre os publicanos, Zaqueu não hesitou em exultar de regozijo em receber a Jesus Cristo em sua casa, não mediu esforços para deixar transparecer a felicidade que agora dominava o seu interior que outrora era vazio e depressivo, mas que agora estava cheio da plena salvação e da alegria de se tornar pela misericórdia de Deus, um filho seu.

A verdadeira salvação é sem dúvida, refletida pelo intenso prazer de como se abraça a genuína conversão em Cristo. Jamais podemos afirmar ter recebido a Jesus como o nosso Salvador sem irradiarmos em nossas atitudes a alegria e o júbilo de termos abraçado a nova vida em Cristo Jesus. Tal júbilo transparece não só na simples atitude de recebê-lo, mas de como renunciamos o velho homem para vivermos em constante novidade de vida. Zaqueu, de imediato mudou a sua rotina de vida, abandonando seus velhos atos, de subornos e fraudes para agora agradar a Deus, retribuindo àqueles a quem destituiu e repartindo seus bens com aqueles que pouco tinha. Assim é a verdadeira forma de se receber a Jesus Cristo como o suficiente salvador, com a alegria que sobrepuja a avareza e com o júbilo que transpõe a tristeza de uma vida ímpia e corrupta.
Receber a Cristo com alegria é abraçar a vida e abandonar os caminhos que levam à morte, é viver para Cristo e morrer para o mundo, é receber o Dom de Deus e se despojar do velho homem. O júbilo de Zaqueu foi à melhor maneira que ele teve para externar seu sentimento de prazer e satisfação por ter encontrado aquele a quem procurava saber quem era, caso contrário ele teria feito semelhante aquele jovem rico que, não obstante ser um zeloso da lei, agiu com tristeza quando Cristo lhe mandou vender tudo quanto tinha e dar aos pobres. Mas, Zaqueu, agiu totalmente ao contrário, de livre e espontânea vontade e sincero desejo do seu coração, agora transformado, dar, e não vender tudo o que tinha aos pobres e restituir a quem tinha defraudado. Isto é sem dúvidas o reflexo de uma vida cheia de júbilo e regozijo por receber a salvação da sua alma.

CONCLUSÃO
Amado amigo, eu sei que a vida neste mundo à mercê da vontade da carne é boa. Porém, não posso deixar de afirmar que mesmo com todo o prazer que tu vives aqui no mundo, a tua vida é passageira, mas há algo mais importante para se conquistar e que dura por toda a eternidade, que é a tua salvação. Isso, nem o teu dinheiro nem teus bens poderão te proporcionar, mas, um encontro real com o doador da vida, Jesus Cristo.
Todo ser humano tem suas necessidades básicas ou naturais tais como; fome, sede, vestimentas, etc. que podem ser supridas com algo perecível e que serve apenas para prorrogar outra carência de suprimentos necessários param que as mesmas necessidades sejam supridas. Mas também, há no homem uma extrema necessidade espiritual, uma lacuna que nada existente nesse mundo físico pode suprir, tal carência é conhecida e refletida na vida de Zaqueu como um intenso desejo de conhecer a Jesus e chegar à plena salvação de sua alma. Se tal salvação não fosse tão especial, o que motivaria então, Zaqueu a desprender-se de todos os seus deleites e prazeres mundanos? Certamente uma suposta “loucura” não seria uma resposta cabível a tal pergunta. Mas, uma real convicção de algo melhor, duradouro e eterno, isto é, a salvação recebida em Cristo.
O que te impede de procurar alimentar dentro de ti, esse desejo de conhecer e receber algo novo e permanente? Atenta para tua necessidade interior, espiritual e assim como Zaqueu, procura a toda pressa encontrar um meio ou o único meio para que tal vazio seja plenamente preenchido, que é Jesus Cristo. Ouse enfrentar a multidão que dificulta teu encontro com ele, almeja ouvir a voz dele que pede com todo amor que tu o recebas em teu coração como o teu Salvador.
Assim como Zaqueu, um homem de alta posição e de grandes posses, reconheceu que precisava de algo mais para que a sua vida fosse completa, esforçou-se para obter por meio de Cristo Jesus, o maior bem e a maior riqueza que pode ser concedida a um ser humano, a Salvação. Pode ser assim também com você, reconheça que precisas dEle, Cristo Jesus. Procure encontrá-lo, ouvir a sua voz e obedecê-lo, recebendo com alegria a salvação na sua casa, i.e., na sua vida. AMÉM!
Seminarista Járber SOUSA
São Paulo, 14 de Abril de 2009


Obedecer à voz de Cristo, é obedecer a Lei de Deus, pois em afirmar sua decisão em restituir quatro vezes mais o que havia roubado, Zaqueu estava indo além do que a Lei exigia, pois que esta, exigia o montante e mais um quinto (Lv 6.5; Nm 5.7). Para chegar à Salvação em Cristo, muito mais do que o desejo de conhecê-lo e do que os esforços humanos para chegar até Ele, é necessário obedecer às suas ordens, mesmo que tal atitude nos leve a perder todos prazeres da vida aqui na terra, bem como nos destituir de toda e qualquer posição relevante na sociedade.

Portanto, supere os prazeres exarcebados da carne e as inclinações para o pecado e passe a viver em total obediência às ordens do SENHOR Jesus Cristo, sabendo que, não é mais os bens nem mesmo tua alta posição social que rege a tua vida, mas Cristo Jesus o teu SENHOR. Desprenda-se de tudo quanto te impossibilita a fazer o agrado de Cristo não se conformando em apenas saber quem e como ele é, mas, tal como Zaqueu, a toda pressa obedecer à voz do teu Senhor e Rei, vivendo para o inteiro agrado de Sua vontade.

Obedecendo a Jesus Cristo, você estará pronto a tomar a terceira e mais importante atitude que lhe conduzirá a Salvação da sua alma além de procurar vê-lo e obedecê-lo que é, recebê-lo com alegria.

3. RECEBER A CRISTO COM ALEGRIA – V.6b; “...e o recebeu com alegria.”